Apesar de alguns poucos ainda negarem a condição econômica do país, não seria prudente fechar os olhos para os noticiários e, principalmente, para o efeito que eles podem estar causando no ambiente de trabalho. Ou seja, ainda que você não concorde com a condição de recessão econômica do país, não pode deixar de observar os efeitos que as informações da mídia podem estar acarretando no comportamento de seus funcionários e no ambiente de trabalho.

O ser humano é imprevisível e não se pode esperar a mesma reação de todos, mas é certo que, para muitos, diante das circunstâncias atuais, sentimentos de insegurança e ansiedade podem estar fazendo parte da rotina diária e se manifestando no comportamento da equipe. Um bom líder deve ter a sabedoria de observar e a sensibilidade de entende-los.

Um colaborador, ao sentir-se acuado ou ameaçado, pode, por exemplo, vir a manifestar atitudes de uma competitividade predatória, na linha do “é ele ou eu, então, que sejaeu”, e vir a promover ações de “puxação de tapete” de parceiros ou superiores. Apesar disto ser mais comum nas empresas do que asmesmas gostam de admitir, é importante lembrar que, numa situação delicada como esta, tais comportamentos podem se agravar.

Seguem algumas recomendações básicas:

- Trate a questão de forma clara

Não tente negar ao grupo a existência de uma crise, que ela pode impactar nos resultados corporativos e, consequentemente, nas condições de trabalho de todos. Nunca subestime a inteligência e a perspicácia dos subordinados.

- Estimule o grupo a ações positivas

Porém, apesar de admitir as condições adversas, procure levar o grupo a encarar a situação como um desafio a ser superado, e não como uma ameaça inevitável.

- Mantenha o foco no coletivo

Procure motivar a equipe a buscar resultados coletivos e não somente individuais, pois um grupo de trabalho inseguro pode desencadear atitudes na linha do “salve-se quem puder”, o que causará prejuízos a longo prazo nas relações do grupo.

- Evite a pressão insana

Nestas condições, muitas empresas acabam por ter seus resultados comprometidos, e, na tentativa de melhorá-los, podem vir a pressionar seus colaboradores além do que os mesmos podem oferecer. Cuidado! Metas abusivas e pressão excessiva apenas acarretarão desmotivação e tendem a gerar um resultado inverso ao esperado.

- Atente-se para o autoexame

A primeira lição de liderança é o autoconhecimento. Mas, numa situação destas, este quesito torna-se primordial, pois o líder é o termômetro do grupo. Se ele deixar-seabater, o grupo perceberá e não se convencerá apenas pelas palavras. Portanto, atenção! Olhe-se no espelho e se monitore!

Este artigo foi extraído do site www.administradores.com.br / Por Fávia Garbo

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