Em boletim publicado pelo IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, o artigo Breves Notas sobre Escassez de Mão de Obra, Educação e Produtividade do Trabalho, de autoria de técnicos de planejamento e pesquisa Paulo A. Meyer M. Nascimento, Divonzir Arthur Gusso e Aguinaldo Nogueira Maciente, afirma que a produtividade do trabalho no Brasil é “historicamente baixa, manifestando muito pouco crescimento ao longo dos anos. Medida em termos de Produto Interno Bruto (PIB) por pessoal ocupado, a produtividade do trabalho brasileira é três vezes menor que na Coreia do Sul, quatro vezes menor que na Alemanha e cinco vezes menor que nos Estados Unidos”.

Segundo os autores, “ganhos de produtividade dependem de uma gama ampla e complexa de condições econômicas, tecnológicas e institucionais, entre as quais figura, por certo, a disponibilidade de recursos humanos com as necessárias competências. E estas precisam ser entendidas como atributos cognitivos, de habilidades físicas e motoras, de qualificações técnicas – que incluem conhecimento tácito – e de relacionamento social e organizacional, para os quais contribuem, em parte importante, mas não exclusiva, os conhecimentos e padrões de sociabilização adquiridos na educação escolar”.

Se destacarmos apenas um dos pontos –  o relacionamento social e organizacional –, sem desconsiderar de forma alguma que todos são determinantes para a conclusão do estudo, nos deparamos muito naturalmente com a questão da comunicação. Ainda que muitas organizações resistam, a comunicação deixou de ser um recurso lateral, episódico, para ocupar uma posição de destaque, estratégica, no papel desempenhado pelas corporações.Ela possibilita a abertura de canais com a equipe gerando mais satisfação e produtividade.

Na prática, significaria que não apenas os colaboradores precisam ter as condições necessárias para desenvolver sua capacidade de relacionamento social e organizacional, mas principalmente as lideranças, para promover a produtividade, deveriam ter consciência da existência do outro: ponto-chave de qualquer relacionamento organizacional, não aquela focada na chamada cultura de resultados imediatos, pois esta corresponde a uma autêntica frustração que pode afetar negativamente a produtividade, mais cedo ou mais tarde.

O discurso sobre a importância das pessoas se alterna a cada modismo, mas são poucas as empresas preparadas para lidar com a frustração causada pela ausência da comunicação. Olham o atingimento das metas e exigem das equipes que atuem como infalíveis motores de resultados, sem um olhar individual. O calcanhar de Aquiles está numa espécie de guerra de todos contra todos que se acirra na medida em que a comunicação se enfraquece.

Muitos líderes mantêm uma gama variada de ferramentas que impedem qualquer relacionamento e, mais, promovem desmotivação.  Isso sem falar na provável perda daqueles que têm o bom hábito e a habilidade para se relacionar, o bom costume de ouvir, além de falar. A prática desenfreada do trabalho reduz as horas e contribui para a impossibilidade de ver o outro. Para a impossibilidade sucessiva de observação da própria vida.

Está mais do que na hora de nos conscientizarmos de que o diálogo deve ser permanente e precisa sempre se renovar. Aliás, esse é um ponto que preenche a lista de dicas úteis para gestores preocupados com produtividade. E não é difícil constatar que a sociedade busca mais o entendimento E o futuro pertence àqueles setores e lideranças que sabem dialogar, fixar e ampliar posições.

É interessante observar que sempre voltamos ao básico: precisamos de atenção, de consideração. E isso se chama cultura da simplicidade. Não está nas palestras, nos manuais, está em cada um de nós. E, se praticarmos, potencializa o nosso desenvolvimento e abre caminho para a realização pessoal. E afeta a produtividade. Obviamente não podemos reduzir a questão da produtividade e desconsiderar o amplo universo que determina o baixo posicionamento de nosso país ao longo dos anos. Mas também por que não arriscar e ir além ao tentar interferir numa força dominante para o desfecho positivo de uma estratégia de comunicação baseada no relacionamento?

Saber se comunicar é uma habilidade muito valorizada nas empresas. A Station oferece o espaço ideal para realizações de treinamentos e eventos corporativos onde sua empresa poderá proporcionar treinamentos sobre este tema para seus funcionários  e conferir os resultados positivos que serão conquistados por todos!

Este artigo foi extraído do site: www.administradores.com.br