Inteligência emocional nada mais é que comportamentos e atitudes que se expressam no ambiente de trabalho. Saber lidar com conflitos, controlar impulsos, tomar decisões no momento certo, gerir as emoções, entre outras características nem sempre são fáceis no dia a dia corporativo. De acordo com a Maktub Desenvolvimento de Potencial Humano, consultoria especializada em treinamento e desenvolvimento comportamental, cerca de 90% das demissões não acontecem por falhas técnicas, mas sim por causas comportamentais/atitudinais.

Para a consultora e sócia diretora da Maktub, Hilda Scarcella, atualmente, ser tecnicamente bom todos devem ser, mas não saber usar a inteligência emocional pode deixar qualquer um fora de competição. “O que diferencia um profissional hoje? Esse diferencial é saber se comunicar, se colocar, lidar com conflitos, saber ouvir, recuar e avançar na hora adequada, passar o bastão, negociar, liberar, ter empatia, conciliar, ter postura, atitude, saber reconhecer, etc. Se essas características não estão presentes, o profissional pode ficar no vácuo”, explica.

Na opinião de Hilda, empresas que investem em inteligência emocional melhoram o clima organizacional. Já para os colaboradores o ganho está também na motivação, e não apenas em ganhos salariais. “Nossa era é de relacionamento, de parcerias, diálogos, conhecimento, inovação, qualidade da comunicação, agilidade, habilidades. Investir nisso é levar a empresa a ser de ponta, somada a competência técnica”, afirma. “Hoje, ser valorizado e considerado dentro de uma empresa faz parte de uma atitude justa do gestor, que não envolve, necessariamente, aumento salarial. O que leva ao comprometimento é ser reconhecido, respeitado, valorizado, fazer parte das conquistas e ter um feedback construtivo”, completa.

Para Hilda, a inteligência emocional pode e deve ser desenvolvida e também aprendida a partir do aprendizado que os profissionais fizeram dos seus erros. “A pessoa precisa estar interessada e aberta a buscar recursos para que suas falhas possam ampliar suas competências”, explica. Abaixo, a profissional aponta às cinco aptidões pessoais da inteligência emocional. Avalie como está a sua:

Autoconhecimento:

- Entenda quais são suas forças, fragilidades. O que te motiva, o quanto você está satisfeito consigo mesmo e o quanto você confia na sua capacidade…

Autocontrole:

- Analise como você lida com a raiva, o medo, a frustração, o não; a ansiedade, o estresse…

Automotivação:

- Avalie se você é capaz de sobreviver sem feedback, como lida diante de adversidades e do “apesar de”. Você consegue apresentar resultados? Dar a volta por cima? Ser resiliente?

Empatia:

É o reflexo dos três pontos anteriores: a empatia. Qual sua capacidade de se colocar no lugar do outro para compreender e se posicionar de forma adequada? Você é capaz de sentir o que o outro está sentindo? Avaliar isso não significa, necessariamente, concordar com o colega, mas sim ter recursos para atuar com o outro. A ausência de se colocar no lugar do outro faz com que surja o desrespeito e a falta de compaixão.

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Para a consultora e sócia diretora da Maktub, Silvani D’Elia, este conjunto de aptidões pessoais é o que determina a alfabetização emocional de cada profissional. “Todos nós temos inteligência emocional, mas a questão é o quanto está desenvolvida ou não. É comum vermos profissionais que foram excelentes alunos, mas hoje possuem uma vida emocional desastrosa. Por outro lado, também vemos alunos indisciplinados e com notas baixas, que hoje são altos executivos. Temos uma mente que pensa e outra que sente, as duas devem se complementar”, explica Silvani.

Este artigo foi extraído do site: www.gestaorh.com.br

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